terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Tudo

Teus lábios são labirintos que me desvirtuam, e me tiram as migalhas de inocência que me restam. E teus olhos são como dois vulcões compulsivos que me afogam em certas incertezas. Tuas palavras um misto de excitação e euforia. Queria ser o melhor dos poetas para te narrar a caminhada do paraíso e colorido mundo das auroras lunares. E teu corpo indeciso e impulsivo como chamas do fogo a consumir a minha matéria fresca e sedenta. E como um espetáculo, cada movimento se encaixa em completo casamento. Cada suspiro perdido, cada mordida ávida e feroz, e a selvagem vontade de sepultar seus desejos invade meu desespero carnal. E tudo morre em seus lábios, a sepultura dos meus suspiros.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Lógica lógica.

Lógica? Existe lógica nesse mundo? Pessoas abusam de lógicas para continuarem as suas vidas? E desde quando que a vida é guiada por lógicas?
Se você acredita que é lógico, eu lhe provo que nem o próprio mundo é! Primeiro "LÓGICA", o que ser isso?
Lógica sf Filos. 1. Parte da filosofia que estuda as leis do raciocínio. 2. Modo de usar bem a razão na pesquisa da verdade, coerência.
Você abusa da razão? Então é louco! A lógica só destroça a própria razão da existência. Mata a esperança com facadas e tiros no peito!
Onde você vive? Lá existe coerência? Nos deixamos viver sobre a coerência das noites ou dos dias? Repito, nosso planeta é mais sem graça do que suas desestimulantes lógicas, lógicas lógicas!
Pare e perceba como nosso mundo é feio! Feito e pincelado com cinza e branco, a cada momento uns degradam o próprio preto, linda cor.
Onde está o arco-íris deste teu mundo? Flores brancas, olhos brancos, mentes brancas... Que sem graça!
No meu mundo tudo é azul, rosa, vermelho, verde, negro, amarelo, roxo, tudo como eu quiser, pena tua lógica atrapalhar teus olhos, pena!
Olhos rosas, cabelos roxos, pele amarela... Tente. Loucura é a sensatez da alma.
Seu mundo é feio! Como pode ser lógico se não és feliz?
Lógica? Enquanto uns morrem famintos, outros esbanjam alimentos...
Lógica? Enquanto uns morrem de sede, outros tentam limpar corpos sujos até a alma...
Lógica? Uns luxam, outros nem mesmo a roupa do cortpo!
Lógica? Para conseguir liberdade tem que se viver dentro de muralhas de metal,
Lógica? Viver apegado a solidão com medo de amar,sonhar, se entrgar,
Lógica? Surrar para ensinar. Difamar para reinar.
Lógica? Coerências? Razões? Mundo lógico, racional, esse é teu mundo.
Pobres, limpos, puros, honestos, ricos, felizes.
Triunfo de uma loucura sã.
Nosso planeta é feio, incoerente... Lógicas ilusões, criadas para confortar babacas.
Tudo é vazio! Mentes, corpos, vidas, sonhos, pesadelos... Tudo se compra com a maldição da ambição.
Felicidade conjugado e regido pela criatividade,insanidade, qualquer coisa fora de realidades.
Insano? Eu insano? Governado pela insanidade?
Aceite, veja, interprete como quiser.
Observe teu mundo , teus sonhos, tua vida, teus pensamentos e depois se suicide.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Happyness [?]

O engraçado ou irônico, ou ambos - pois humor e irônia andam juntos - é que um minuto atrás eu sorria com esta frase, achando graça dos meus momentos meretrizes inconsequentes; Mas agora esta frase, ainda real, não me proporciona tanta graça.
A minha vida segue em um ritmo desconcertante, alguns de extrema euforia e outros de extrema decadência, diga-se: esta madrugada tive um lapso tremendo e como sempre é o motivo de eu estar escrevendo diversos vocábulos para me expressar. As lágrimas não foram suficientes.
Tenho tanta coisa para fazer e para pensar e sempre me dirijo para o que não afeta de uma forma positiva e que ainda assim eu encontro muito sentido para tal.
Minha auto-sabotagem é tão presente, ela saltita antes que eu possa pensar e até mesmo soletrar a palavra f-e-l-i-c-i-d-a-d-e.
Enquanto estava tomando banho, sintetizei tudo o que me ocorreu, desde o meu simples boa noite até o meu choro incontido e salgado por cima dos meus livros de literatura. Não acredito em horoscópo, mas às vezes eu leio para encontrar inspiração (sinal de contradição - absolutamente normal) e hoje dizia algo de que só encontrarei clareza na solidão, que preciso refletir sobre o que eu quero com os meus próprios botões, mas como ainda habita em mim o espírito rebelde (isto eu acabei de inventar para parecer uma narrativa adolescente) e a verdade de Andrea - motivada por relances - entrei no mundo virtual e encontrei uma pessoa que divide comigo os sentimentos mais ásperos e reais e que da mesma forma surreal e dadaísta (por que não misturar os dois?) coloca o espelho na minha face, fazendo-me enxergar por entrelinhas. As tão famosas entrelinhas que sugam as esperanças e ao mesmo tempo as coloca em um patamar sonhador. Não resisti e contei de forma sucinta o que me ocorreu, o que eu fiz acontecer. E talvez o problema é que eu sou um péssimo ator, só atuo com as pessoas erradas e me coloco na posição defensiva. Exatamente: eu tenho medo de gostar das pessoas e me foder, porque toda vez que eu acreditei em um final feliz eu me vi fodidamente infeliz. (monólogo roubado de um certo seriado que eu gostei de assistir), e além disso é muito mais fácil me apegar a um amor passado e fodido do que encontrar alguma coisa nova em folha em que você não sabe onde está pisando, em outras palavras, pisar em ovos novos, me assusta. E roubando ainda prévias da pessoa nova e entendida de frustramentos: "é bem mais comodo se apegar a algo que voce conhece, e que tenha lhe fodido a cabeça, do que a algo que tu nao sabes o que lhe causará, afinal, o que é conhecido, voce ja sabe a solução.
se bem que isso é me contradizer, uma vez que se soubesse a solução nao estaria na situação em que me encontro".
E quando eu acabo de reler este celébre pensamento, me pus um sorriso. Incrível como cutucar problemas é o nosso trabalho. Cutucar feridas e nunca deixá-las cicatrizar. Afinal, a casca que se forma é incomôda, e a ansiedade não deixa que a pele nova se forme. E é poético aquele sangue escorrendo, quando não há meio termo e final. O início sempre estraga e corrói. E é extritamente necessário.
Não irei mais desalinhar outras linhas para dizer e desdizer os meus pensamentos e despensamentos, as minhas falas e a falta delas. E mais uma vez encerrarei o meu suposto diário virtual sem soluções aparentes para os meus problemas ou rascunhos de problemas, porém, é mais um dia e mais umas palavras escorridas por este ser que clama por alguma coisa. Clamar me parece um verbo muito forte, muito drama, mas o diário é meu, então foda-se. Palavra de baixo calão sempre usada para enfatizar.

sábado, 11 de outubro de 2008

Retorno às coisas mesmas.

Isso tudo me confunde, a felicidade momentânea, a tristeza momentânea, a vida momentânea... E por algum motivo, no fim, eu penso que nada vai acontecer e que vai ficar tudo bem... Mas é difícil de acreditar, eu pareço estar sobre agulhas. Isso não pode continuar assim, pelo menos por enquanto...
hoje por sua causa eu desisti de fazer aquela lista, eu resolvi não usar pijama enquanto estiver em casa, eu olhei para o meu quarto e joguei tudo no chão como na vez que espalhei pela casa todas as roupas da minha gaveta. Hoje, eu reli rascunhos de cartas que escrevi recentemente e decidi que não posso parar de escrever. Já tentei de tudo pra mudar essa situação, mas acho que agora só me basta, desistir e fracassar mais uma vez.

domingo, 28 de setembro de 2008

SER TRANSPARENTE

Difícil ser transparente?
Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente?
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.Mas ser transparente é muito mais que isso.È ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente...
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair às máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar...
Ser transparente é permitir que toda nosso doçura aflore, desabroche, transborde!
Mas infelizmente quase sempre, a maioria de nos decide em não correr esse risco.
Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta, as lágrimas que brotam no mais profundo de nosso ser...
Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancie cada vez mais de que realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que dê a sensação de proteção...
E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos. Não porque sejamos pessoas mentirosas mais apenas porque nos perdemos de nós mesmos, e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor, mais intenso e não contaminado.
Com o passar dos anos um vazio, frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar, doçura, compaixão...a compreensão de que todos nos sofremos, nos sentimos sos imensamente, tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nos mesmo... Daquilo que pulsa e grita dentro de nos, mas que não temos coragem de mostrar aqueles que mais amamos!

Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: “você esta me machucando... pode parar, por favor?”
Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, bobo, é ser menos que o outro. Quando na verdade, se agíssemos com o coração poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...
Sugiro que deixemos explodir toda nossa doçura!
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto nosso medo, não desejar parecer tão invencível.
Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto, que consigamos docilmente viver... Sentir, amar...
E que você seja não só razão, mas também coração, não só um escudo, mas também sentimento.
Seja transparente, apesar de todo o risco que isso possa significar. Experiência de que já deixou de ser transparente um dia, mas que caiu na real em tempo.

sábado, 27 de setembro de 2008

Qual é a maior dor?

Você já pensou nisso?
Um jovem deixou um bilhete aos familiares, pouco antes de cometer suicídio, e expressou no papel o que estava sentindo.
Disse ele que a maior dor na vida não é morrer, mas ser ignorado.
É perder alguém que nos amava e que deixou de se importar conosco. É ser deixado de lado por quem tanto nos apoiava e constatar que esse é o resultado da nossa negligência.
A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecido. É ficar sem um cumprimento após uma grande conquista.
É não ter um amigo telefonando só para dizer "olá". É ver a indiferença num rosto quando abrimos nosso coração.
O que muito dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos, sempre muito ocupados quando precisamos de alguém para nos consolar e nos ajudar a reerguer o nosso ânimo.
É quando parece que nas aflições estamos sozinhos com as nossas tristezas. Muitas dores nos afetam, mas isso pode parecer mais leve quando alguém nos dá atenção.