sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Secretos pesadelos.


Pesadelos são nossos sonhos secretos prontos para serem abertos ou encobertos? Por nós ou por vós, quem poderá explicar? A alma nos prova que olhos abertos não guardam os próprios segredos. Não se sinta com medo dos próprios olhos, abertos ou fechados você sabe que sempre poderá guardá-los, aprisioná-los e consecutivamente no fim, sepultá-los. Chame-me quando seus olhos não puderem mais dizer o que sente sua alma. Ela é infinda, apenas matéria expira. Grite, escandalize com lágrimas teus propósitos sórdidos. Ou apenas sorria com lágrimas de tristeza. Lágrimas muito mais que gotas salgadas, sua migalha de oceano. Coadjuvante para a encenação ou para a libertação? Isso depende somente de ti, coligado com os pensamentos. Emoções selvagens, impulsos, lamúrias... Isso descreve uma vida. A minha, a sua, a vida essencialmente chorada e cuspida ao som de noites frias, tardes sombrias, madrugadas quentes, dias insolentes. Tudo não é como parece ser, todos nós temos nossos próprios segredos. Sejam eles sonhos ou pesadelos.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Flor da pele.














Na quietude da noite, fugi de mim mesmo.

O abismo de incertezas tranca-me nos castelos tortuosos

dos meus sonhos.

Minha inculta cultura de amar consumiu-me a esperança.

O que eu mais quero é viajar nos teus olhos, porque tua

Liberdade é minha prisão.

Perco-me novamente em ilusões!

Perdido estou, enclausurado na solidão obscura e fedida dos meus medos.

Sozinho, atravessando os corredores infernais dos meus piores pesadelos, você nem ao menos tentou entender que tudo que derrubava a força da minha razão era o amor esculpido como obra de arte e guardado em segurança no museu, que é meu coração.