Na quietude da noite, fugi de mim mesmo.
O abismo de incertezas tranca-me nos castelos tortuosos
dos meus sonhos.
Minha inculta cultura de amar consumiu-me a esperança.
O que eu mais quero é viajar nos teus olhos, porque tua
Liberdade é minha prisão.
Perco-me novamente em ilusões!
Perdido estou, enclausurado na solidão obscura e fedida dos meus medos.
Sozinho, atravessando os corredores infernais dos meus piores pesadelos, você nem ao menos tentou entender que tudo que derrubava a força da minha razão era o amor esculpido como obra de arte e guardado em segurança no museu, que é meu coração.
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